Praynha Pesca Esportiva

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A VIAGEM

Foram dez meses de preparativos, reuniões, almoços e muito bate-papo até a escolha do local e como seria a viagem. Foram realizadas reuniões mensais – na loja ERM e na pizzaria Queluz de Minas - para que a turma dos “Oqueee” alinhasse vários itens e definisse o roteiro e logística da aventura. Foi a primeira pescaria do grupo feita de avião e ônibus. Os amigos e companheiros Luiz Flávio Vilela e Carlos Magno Tavares, o poeta da ERM Eletrônica, cuidaram de tudo e não dei­xaram passar nada.

Saímos numa sexta-feira, 20 de agosto, de Lafaiete, num ônibus com destino ao aeroporto Internacional de Confins-BH. Tivemos escalas em São Paulo, Campo Grande-MS com chegada em Cuiabá-MT. De lá seguimos para Cárceres onde pernoitamos. Na manhã de sábado, 21, seguimos de ônibus para a cidade de Cabixi já em Rondônia, num total de 900 km. Nessa cidade, fomos recebidos pelo proprietário do Guaporé Pesca Hotel, José Luiz. Ainda em Cabixi, fizemos baldeação, quando pegamos um ônibus mais simples para percorrer os 40 km finais de terra até a Pousada, onde chegamos ao finalzinho da tarde. Em seguida, fomos para as cabanas, tomamos um banho, trocamos de roupas e fomos jantar. No restaurante, um belo e suculento jantar nos aguardava além, é claro, de cinco barris de chopp com 50 litros cada. Relaxamos e participamos do sorteio dos piloteiros. Exaustos, fomos dormir sonhando com o dia seguinte no belo e piscoso Guaporé.

A POUSADA GUAPORÉ

Localizada a 40 km do centro da cidade de Cabixi, em Rondônia, a pousada está às margens do rio Guaporé, tendo uma bela infraestrutura para acomodação dos pescadores. E agora, com novas cabanas,  maior conforto e comodidade, contendo chuveiro quente e ar-condicionado. O pescador encontra no local, também, área para camping, passeios turísticos, barcos e motores para aluguel, iscas, gelo, guias altamente experientes, comida da melhor qualidade, telefone, sala de TV via satélite e um atendimento excelente.

O PARQUE NOEL KEMPFF MERCADO

Além da bela estrutura, o local sedia, do lado boliviano, o Parque Nacional Noel Kempff Mercado, que se localiza do outro lado do Guaporé, fazendo divisa com o Brasil através do rio nos estados de Mato Grosso e Rondônia. O parque faz parte da Floresta Amazônica Boliviana. O local contém áreas alagadas com formação de grandes baías e regiões rochosas de terras altas, a exemplo da Serra de Caparús, que margeia o Guaporé do lado boliviano. O acesso a serra é proibido, exceto com auto­rização especial da guarda florestal responsável.

O RIO GUAPORÉ

Com 1749 km de extensão, sendo navegá­vel em mais de 90% desse percurso, o Guaporé é considerado o 74º rio em extensão do mundo. Ele faz fronteira entre o Brasil e a Bolívia e nasce na Chapada dos Parecis-MT a 630 metros de altitude, desaguando no rio Mamoré que por sua vez chega ao famoso rio Madeira. O Guaporé é um divisor da biogeografia entre a floresta amazônica e o cerrado brasileiro podendo ser vista em suas margens varias espécies da fauna brasileira, como capivaras, antas, araras, garças, biguás e muito mais. Entre os peixes para serem pescados, estão A cachara, caparari, cachorras, apapás e os embaixadores do rio, os belos tucunarés. Outros rios que são tributários do Guaporé são o Cabixi, Piolho, Escondido e o Verde.

A PESCARIA

Foram cinco dias de muita pescaria e descontração. Tivemos momentos memoráveis que ficarão nas nossas mentes e  fatos engraçados que não poderíamos deixar de contar: Eu, Praynha, consegui um fato inédito pessoal. Consegui capturar duas cacharas na isca artificial de meia água. Próximo a pousada tem uma pequena corredeira onde estava tentando gravar algumas imagens capturando cachorras, quando sem esperar pego a primeira cachara. Logo após chega um barco e conto o fato para os pescadores que ficaram duvidando, mas após uns 30 a 40 minutos entra a segunda. Consegui gravar pelo menos uma das capturas para os amigos não me chamarem de mentiroso.

Segundo fato marcante pra mim foi o seguinte: Estava eu, senhor Luiz Ramalho e o guia Edvaldo fazendo uma pescaria de cacharas, quando apareceu um jacaré. Como eu queria fotografá-lo, resolvi atraí-lo para perto do barco. Usei uma isca artificial próximo ao bicho e fui recolhendo lentamente. Tudo foi devidamente filmado. Quando percebi, o jacaré já estava perto do barco; imediatamente retirei a isca da água, só que ele não parou de aproximar, então eu, Praynha, que falava que não tinha medo, saí correndo da proa do barco e me dirigi ao final do mesmo. Foi uma cena muito engraçada que rendeu boas gargalhadas, ainda mais com os comentários do senhor Luiz, que por várias vezes me chamou de medroso.

Através de autorização especial, metade da turma conseguiu visitar a baía Caimã, onde tivemos a oportunidade de fisgar na modalidade de pesque e solte alguns belos tucunarés. No local, a turma dos “Oqueee” teve que montar uma grande força tarefa para chegar ao local. Foram cinco barcos totalizando 15 pessoas e, todas, sem exceção, tiveram que entrar na água se molhar até a cintura, além de arrastar o barco por um caminho na mata para atravessar o espaço entre o rio e a baia. Foi um espetáculo à parte. A força e a união ajudaram a vencer as dificuldades para conseguir visitar o lindo lago.  Um fato diferente vivido por várias pessoas nesta pescaria foi o ataque de gaviões às iscas artificiais.

Fizemos como sempre o campeonato entre os companheiros. Neste ano tivemos 25 participantes onde era disputado o maior peixe. O resultado foi o seguinte:

1º lugar: Adilson Araújo – caparari de 13 quilos
2º lugar: Anelito Caixeta – caparari de 11 quilos
3º lugar: Luiz Ramalho – cachara de 9 quilos

A OPERADORA DE TURISMO

A responsável pela pescaria foi a Brasil Pesca Viagens, do empresário e companheiro,  Abdo. Foi ele quem providenciou tudo após a contratação do serviço,  desde a acomodação das bagagens, transporte terrestre até as viagens aéreas, passando pelas conferências nos aeroportos. A Brasil Pesca e Viagens é responsável por levar grandes grupos de pescadores a vários pontos do país. Os contatos podem ser feitos pelos  fones: (031) 3244.1799 e (031) 9737.4755.

A INDIGNAÇÃO

Um fator que atrapalhou muito a nossa viagem, bem como a nossa pescaria foi a fumaça vinda das queimadas do Mato Grosso, bem como no próprio estado de Rondônia. Ficamos tristes em ver pastagens inteiras sendo queimadas pelo fogo criminoso. A visibilidade foi prejudicada por conta disso, as paisagens do rio ficaram embaçadas, dificultando a nossa meta de tirar uma bela foto. Infelizmente, a irresponsabilidade de alguns fazendeiros em colocar fogo no mato aumenta e abafa mais o ar e com isso aquece o nosso ambiente, provocando vários tipos de doenças respiratórias.

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Aproveito e apresento o link de um gavião que atacou a nossa isca durante a pescaria:

http://www.youtube.com/watch?v=UQbnD_AaH7o

Fernando Praynha